PARTE I - Rumo à Floripa
Talita Petersen havia acabado de perder seus pais em um acidente.
Ela não queria continuar ali, lembrando deles sem poder revê-los, então, decidiu pegar o dinheiro que eles tinham deixado e partir, sem rumo por aí, pra conhecer o mundo.
Quando ia começar a fazer as malas, um barulho na porta...
O carteiro tinha uma entrega especial... Ela pegou a carta que estava direcionada a ela, disse obrigada e fechou a porta.
A carta vinha da Noruega.
Talita sentou em uma velha poltrona, onde seu pai sentava todas as manhãs para ler o jornal, acomodou-se, abriu o envelope e começou a ler um
português arranhado que parecia sair de um tradutor da internet:
"Querida Talita,
Você provavelmente deve saber pouco ou quase nada sobre mim... Sou Nora Petersen Lars, irmã de seu pai.
Nós brigamos quando ele foi para o Brasil e acabamos nos falando muito pouco desde então.
Uma dessas ocasiões foi quando você nasceu.
Soube do acidente, lamento pela sua perda minha querida.
O único laço, a única lembrança que tenho de seu pai é você.
Gostaria muito de conhecê-la.
Moro apenas com meu filho Oliver, (meu marido faleceu há 10 anos) e ele também está muito ansioso por conhecer a prima brasileira.
Espero que você venha nos visitar querida, e tem lugar aqui pra você ficar o quanto quiser!
Beijos, Tia Nora e Oliver..."
Aquela carta mudou meu destino... Agora, eu não ia apenas conhecer o mundo, eu ia conhecer uma família que eu nem sabia que tinha.
------
- Passaporte, cartão de crédito, RG, pente, escova de dente, calça, camiseta, vestido, roupa íntima, celular, câmera, caderno e caneta! Acho que peguei tudo... A carta!
Peguei o endereço que estava atrás da carta, anotei num papel separado e guardei na carteira. Quando eu estava saindo de casa, olhei pela última vez a sala, para ter lembranças dos dias em que vivi com meus pais naquele lugar.
Em seguida, chamei um táxi e fui para o Galeão, estava atrasada uns cinco minutos pra variar...
Cheguei no saguão do aeroporto e fui procurar o local do Check-in.
De repente eu me vi no meio daquela multidão em minha primeira viagem sozinha. Sem pensar, dei um grito, como se fosse um desabafo do lugar mais profundo do meu coração. Na verdade, foi tão profundo, que eu me toquei e vi que todo mundo estava me olhando, uns querendo rir, uns assustados, uns rindo mesmo e outros logo iam me colocar numa camisa de forças... Saí correndo, fiz o check-in e comecei a procurar o portão de embarque.
Me virei para uma moça que estava vestida com uma roupa super parecida com o uniforme das comissárias:
- Oi, esse é o vôo para Santa Catarina né?
- Hein?
- Esse num é o portão C43?
- Num sei querida, num trabalho aqui!
- Mas, moça... Caramba, me deixa falando sozinha...
- Ah, deve ser esse - pensei.
Ela não queria continuar ali, lembrando deles sem poder revê-los, então, decidiu pegar o dinheiro que eles tinham deixado e partir, sem rumo por aí, pra conhecer o mundo.
Quando ia começar a fazer as malas, um barulho na porta...
O carteiro tinha uma entrega especial... Ela pegou a carta que estava direcionada a ela, disse obrigada e fechou a porta.
A carta vinha da Noruega.
Talita sentou em uma velha poltrona, onde seu pai sentava todas as manhãs para ler o jornal, acomodou-se, abriu o envelope e começou a ler um
português arranhado que parecia sair de um tradutor da internet:
"Querida Talita,
Você provavelmente deve saber pouco ou quase nada sobre mim... Sou Nora Petersen Lars, irmã de seu pai.
Nós brigamos quando ele foi para o Brasil e acabamos nos falando muito pouco desde então.
Uma dessas ocasiões foi quando você nasceu.
Soube do acidente, lamento pela sua perda minha querida.
O único laço, a única lembrança que tenho de seu pai é você.
Gostaria muito de conhecê-la.
Moro apenas com meu filho Oliver, (meu marido faleceu há 10 anos) e ele também está muito ansioso por conhecer a prima brasileira.
Espero que você venha nos visitar querida, e tem lugar aqui pra você ficar o quanto quiser!
Beijos, Tia Nora e Oliver..."
Aquela carta mudou meu destino... Agora, eu não ia apenas conhecer o mundo, eu ia conhecer uma família que eu nem sabia que tinha.
------
- Passaporte, cartão de crédito, RG, pente, escova de dente, calça, camiseta, vestido, roupa íntima, celular, câmera, caderno e caneta! Acho que peguei tudo... A carta!
Peguei o endereço que estava atrás da carta, anotei num papel separado e guardei na carteira. Quando eu estava saindo de casa, olhei pela última vez a sala, para ter lembranças dos dias em que vivi com meus pais naquele lugar.
Em seguida, chamei um táxi e fui para o Galeão, estava atrasada uns cinco minutos pra variar...
Cheguei no saguão do aeroporto e fui procurar o local do Check-in.
De repente eu me vi no meio daquela multidão em minha primeira viagem sozinha. Sem pensar, dei um grito, como se fosse um desabafo do lugar mais profundo do meu coração. Na verdade, foi tão profundo, que eu me toquei e vi que todo mundo estava me olhando, uns querendo rir, uns assustados, uns rindo mesmo e outros logo iam me colocar numa camisa de forças... Saí correndo, fiz o check-in e comecei a procurar o portão de embarque.
Me virei para uma moça que estava vestida com uma roupa super parecida com o uniforme das comissárias:
- Oi, esse é o vôo para Santa Catarina né?
- Hein?
- Esse num é o portão C43?
- Num sei querida, num trabalho aqui!
- Mas, moça... Caramba, me deixa falando sozinha...
- Ah, deve ser esse - pensei.
Entrei no avião empolgada, me sentei no primeiro lugar vazio que vi pela frente e me acomodei com meu fone de ouvido.
A famosa frase veio:
"Senhoras e senhores aqui quem fala é o comandante do vôo 5624 com destino a Santa Catarina. Obrigado por escolher a Tam. Estamos taxeando a aeronave e nos preparando para a decolagem. Por favor mantenha os cintos afivelados, as bandejas fechadas e travadas e as poltronas na posição vertical."
Eu estava trocando de música, quando uma senhora me cutucou um tanto forte e com uma cara nada amistosa e disse:
- Esse assento é meu minha filha, num sabe ver números? Como pode a educação nesse país! Aqui está 42, está vendo o cartão? Eu acho que isso é...
- CALMA SENHORA! Me desculpe, pode sentar, não precisa fazer escândalo, me desculpe!
Eu não sabia onde enfiar a cara...
Levantei, comecei a procurar um lugar e logo encontrei o único assento vazio, que só podia ser o meu.
Sentei, respirei fundo e fiquei parada, o máximo que pude pra não ser mais notada.
Tudo o que podia acontecer em seguida, acontece... O senhor ao meu lado que não parava de falar em doenças, engasguei com petisco...
Queria sumir dali o mais rápido possível!
Uma hora e quarenta minutos depois, desembarquei.
"Finalmente eu saí daquela loucura e parei de 'pagar mico'!".
Era o que eu pensava...
Peguei minha mochila e comecei a procurar o cartão com os dados da reserva do hotel.
Sem sucesso... Além de tudo, consegui a proeza. Eu ia soltar outro daqueles gritos, mas me lembrei do que aconteceu no Galeão e resolvi pensar no que fazer adiante... Estava cansada, sem hotel, sem conhecer ninguém.
Olhei pro chão desapontada e vi o folheto de uma República de Estudantes.
"Não pode ser pior do que já estou..."
******************************
Continua!

Ameei...e queo ler maais...escrevaam por favoor
ResponderExcluirBjoos *--*
Querida Tatiana,
ResponderExcluirEu e minha cara colega Ana Carolina, estamos sem tempo para editar, mas a história está toda pronta, o fim da nossa amiga Talita é excepcional.
Garanto lhe que irá amar a história.
Tem muitos acontecmentos para ocorrer e posso lhe afirmar que será tudo muito animador e convidativo a querer mais.
Beijos
Camila Maia